O brilho dos shoppings e o desconto dos escritórios
O segmento de shopping centers continua sendo um dos setores preferidos. Em 2025, ele liderou as performances com uma alta de 29,1%. Mesmo assim, o BTG aponta que ainda há espaço para crescer, já que esses fundos negociam, em média, com um preço sobre valor patrimonial de 0,88x, ou seja, com 12% de desconto. Um ponto curioso que pode dar um empurrão extra no consumo é a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o que beneficia diretamente as classes B e C, público fiel de muitos shoppings do setor. Operacionalmente, os últimos dados de 2025, referentes ao terceiro trimestre, mostram um cenário sólido, com crescimento de vendas de 7,2% e vacância em 5,2%. Já as lajes corporativas estão mais defasadas em termos de preço, na opinião dos analistas. Os escritórios ainda não acompanharam a melhora operacional que já bateu à porta. Ao mesmo tempo, o nível elevado dos juros favorece os fundos de papel, que devem seguir entregando um carrego elevado, especialmente aqueles com exposição à inflação. Os analistas acreditam, ainda, que há um potencial de valorização reprimido, especialmente em regiões nobres de São Paulo, como Faria Lima, Pinheiros e Vila Olímpia. Neste cenário, “as lajes corporativas seguem como um dos segmentos mais defasados do mercado em termos de valuation”, na explicação do BTG. No setor de logística, a situação é um pouco diferente na visão do banco. A demanda por galpões de alta qualidade continua firme, mas os preços das cotas já estão mais esticados, negociando a 0,92x do valor patrimonial. Isso significa que o investidor precisa ser ainda mais criterioso na escolha. “Nos galpões logísticos, a demanda permanece sólida e o crescimento dos aluguéis deve continuar, refletindo a escassez relativa de ativos de alta qualidade. No entanto, o segmento já negocia mais próximo do valor patrimonial, o que limita o potencial de reprecificação e torna a seleção de ativos ainda mais relevante”, detalha o BTG.Fonte: Leia a matéria original