Os números no detalhe
A Movida registrou lucro líquido de R$ 102 milhões no quarto trimestre de 2025, o maior montante dos últimos três anos na base trimestral, superando tanto o guidance projetado pela locadora quanto pelo mercado. No acumulado do ano, o lucro bateu R$ 318 milhões, com alta de 38% em comparação a 2024. Um dos principais indicadores de eficiência, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) teve alta de 21% no ano passado, totalizando R$ 5,68 bilhões. No quarto trimestre, a cifra foi R$ 1,49 bilhão. A locadora também conseguiu diminuir a alavancagem para 2,6 vezes, o menor patamar dos últimos cinco anos. As receitas da Movida acumularam R$ 14,6 bilhões em 2025, saltando 9% na comparação anual. Destes, R$ 3,6 bilhões foram apenas no quarto trimestre, com destaque para o segmento de Locação (R$ 2,09 bilhões) e Seminovos (R$ 1,56 bilhão), com crescimento de 17% e 7%, respectivamente, de acordo com dados operacionais divulgados na noite de quarta-feira, 14. A margem Ebitda dos Seminovos ficou estável em 1%, o que, segundo a própria empresa, mostra uma operação equilibrada e com idade média da frota sob controle. Já o setor de locação (RAC) contou com crescimento da base de clientes em 11% em 2025, alcançando a marca de 675,9 mil usuários.Entrega consistente
A diretora administrativa, financeira e de relações com investidores (RI) da Movida, Daniela Sabbag Papa, informou que os resultados mostram consistência das entregas, e "melhorias da performance operacional, financeira e da qualidade no nível de serviço para o cliente". "Em linha com nosso planejamento estratégico, transformando de forma contínua os indicadores de rentabilidade e a geração de valor", acrescentou no Fato Relevante. Se 2025 foi o ano de arrumar a casa e surpreender com números recordes, 2026 promete ser o ano em que a companhia vai acelerar de vez? Para o Itaú BBA, a prévia do 4T25 da Movida confirma a tese positiva, com lucro acima do guidance, margens mais tranquilizadoras em seminovos e alavancagem controlada. O banco não muda recomendação nem preço-alvo, mas reforça a leitura construtiva sobre o papel após os números divulgados. O Santander tem visão semelhante sobre números que reforçam uma tese positiva, com lucro muito acima do esperado, crescimento consistente de receitas, margens preservadas e alavancagem sob controle. O banco mantém recomendação e preço-alvo, optando por reforçar a leitura construtiva sem, por ora, revisar formalmente suas projeções.Fonte: Leia a matéria original