O
dólar encerrou esta quinta-feira, 15, em queda de 0,62%, a R$ 5,368, após três sessões consecutivas de alta. A moeda devolveu grande parte dos ganhos recentes em um dia marcado por alívio nas tensões geopolíticas e por maior apetite por risco, o que favoreceu moedas de mercados emergentes, como o real.
De acordo com William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, o
movimento também reflete um ajuste após a valorização observada nos últimos dias, mesmo com o dólar mantendo força frente a outras moedas no exterior. No
índice DXY, por exemplo, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, a divisa avançou 0,32%.
O principal gatilho do dia foi o certo alívio nos mercados com a
s tensões entre Estados Unidos e Irã. Nos pregões anteriores, rumores de uma possível ação militar americana haviam elevado a aversão ao risco, especialmente para o Brasil, dado o desconforto diplomático entre Washington e Teerã.
Nesta quinta, porém, declarações do presidente dos EUA indicando redução da escalada do conflito,
ajudaram a retirar parte do prêmio de risco dos mercados. "A distenção foi o principal ponto", afirmou Alves.
O ambiente mais favorável também foi influenciado por
dados do mercado de trabalho americano. Na análise da Avenue, os
pedidos de seguro-desemprego vieram abaixo do esperado, enquanto o número da semana anterior foi revisado para baixo, reforçando a leitura de que a economia dos Estados Unidos segue resiliente.
Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos somaram 198 mil na semana encerrada no dia 10 de janeiro, de acordo com os dados divulgados mais cedo pelo Departamento do Trabalho do país. O resultado representou uma queda de 8 mil sobre a leitura revisada da semana anterior. "A leitura é de que não houve um colapso do mercado de trabalho", afirmou.
Esse cenário pressionou os rendimentos dos
Treasuries e fortaleceu o dólar no exterior, mas não impediu a valorização do real. Segundo o estrategista, o
diferencial de juros segue sendo um fator relevante de suporte à moeda brasileira, atraindo fluxo para ativos locais mesmo em um ambiente global ainda sensível.
Na leitura do mercado, o conjunto de dados reforça a
expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mantenha os juros inalterados no curto prazo. Com atividade resiliente, inflação ainda acima da meta e divergências entre dirigentes da autoridade monetária, a tendência é de cautela, com eventuais cortes sendo esperados apenas mais adiante.
O que é o dólar à vista
O
dólar à vista é o valor negociado no mercado de câmbio para liquidação imediata, geralmente em até dois dias úteis. Esse tipo de câmbio é bastante utilizado em
operações de curto prazo feitas por empresas e instituições financeiras.
A cotação do dólar à vista reflete o valor real de mercado no momento da transação, oferecendo transparência para quem precisa fechar negócios com rapidez.
O que é o dólar futuro
O
dólar futuro corresponde a contratos de compra e venda da moeda para liquidação em uma data futura. Essa modalidade é negociada na
Bolsa de Valores e ajuda empresas e investidores a se protegerem da volatilidade cambial.
Sua cotação varia conforme as expectativas do mercado em relação à economia,
podendo se distanciar bastante do dólar à vista em momentos de incerteza.
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