Ações de educacionais disparam na bolsa após banco rever recomendações para o setor

As ações de educação figuram entre os destaques positivos na bolsa nesta quarta-feira (21), dando continuidade ao movimento de recuperação registrado na véspera, após o BTG Pactual ajustar suas recomendações para o setor.

Às 11h39, as ações da Ânima (ANIM3) tinham alta de 7,37%, ações da Cogna (COGN3) saltavam 6,03%, os papéis da Yduqs (YDUQ3) subiam 4,50% e os da Ser Educacional (SEER3) avançavam 4,24%

Na segunda-feira, os papéis registraram fortes quedas após a divulgação de notas abaixo do esperado no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), indicador que avalia o desempenho de cursos e instituições de ensino superior.

Já na terça-feira, o setor ensaiou uma recuperação ainda moderada: as ações da Cogna (COGN3) subiram 1,39%, os papéis da Yduqs (YDUQ3) avançaram 1,09% e os da Ânima (ANIM3) tiveram alta de 1,33%, enquanto a Ser Educacional (SEER3) recuou 0,8%. Em Nova York, os ADRs da Afya caíram 1,94%.

Hora da “colheita”

O BTG avalia que as empresas de educação deixaram a fase de expansão acelerada e entraram em um ciclo de “colheita”, priorizando rentabilidade, eficiência operacional e preservação de caixa, em vez de crescimento agressivo.

Segundo o banco, as condições de suporte devem permanecer em 2026, com atividade econômica resiliente, desemprego baixo e renda disponível saudável. O ano eleitoral tende a trazer incentivos macro e beneficiar o momento operacional do setor. O ciclo de queda de juros deve apoiar ainda mais a geração de caixa livre.

O BTG avalia que a geração de caixa livre do setor foi especialmente robusta nos últimos dois anos, com um yield médio de 16% nos últimos 12 meses. Nesse intervalo, a Cogna registrou yield de 20%, a Yduqs de 17%, a Afya de 9%, a Ânima de 15%, a Vitru de 24%, a Cruzeiro do Sul de 27% e a Ser Educacional de 20%.

Diante desse cenário, o banco elevou a recomendação da Cogna (COGN3) para compra, com yield de fluxo de caixa livre (FCF) estimado em 14% para 2026 e 15% para 2027, além de preço-alvo de R$ 5.

Para a Yduqs, o BTG manteve a recomendação de compra, projetando yield de FCF de 18% em 2026.

Vitru e Ânima seguem como as principais escolhas entre as small caps, ao combinarem elevado yield com maior crescimento esperado de lucro. Já a Afya foi rebaixada para neutra, com preço-alvo de US$ 17 e yield de FCF em torno de 12%, abaixo da média do setor.

O BTG recomenda alocação em Vitru, Ânima, Cogna e Yduqs, que negociam a cerca de 6 vezes o lucro estimado para 2026 e 4,5 vezes para 2027. A Laureate permanece como a principal escolha na América Latina, com crescimento de lucro esperado superior a 15% ao ano.

Por outro lado, na avaliação do banco, os riscos incluem retorno no curto prazo a estratégias de crescimento agressivo, impactos regulatórios futuros e ruído trazido pelo ENAMED, embora os efeitos econômicos de curto prazo devam ser limitados.

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