
As taxas dos títulos do Tesouro Direto operam em leve queda nesta quinta-feira (22), após a divulgação da inflação medida pelo núcleo do PCE nos Estados Unidos em linha com as expectativas, o que contribuiu para aliviar a pressão sobre os juros globais e favoreceu ativos de mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Por volta das 13h02, os títulos prefixados registravam ajuste para baixo. O Tesouro Prefixado 2028 passou a pagar 13,02% ao ano, ante 13,04% na quarta-feira, enquanto o Tesouro Prefixado 2032 recuou de 13,71% para 13,70%. O Prefixado com Juros Semestrais 2035 também cedeu marginalmente, de 13,83% para 13,82%.
Os juros dos títulos indexados à inflação permanecem elevados mesmo em um ambiente de inflação controlada, criando uma dinâmica mais complexa na curva de rendimentos. Ainda assim houve queda. O Tesouro IPCA+ 2029 caiu de 7,91% para 7,89% de juro real, enquanto o Tesouro IPCA+ 2040 recuou de 7,35% para 7,32%. No longo prazo, o Tesouro IPCA+ 2050 passou de 7,04% para 7,01% na parte prefixada, e a taxa do IPCA+ com Juros Semestrais 2035 caiu de 7,72% para 7,68%.
O ajuste nas taxas ocorre após a divulgação do núcleo do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) nos EUA, que mostrou alta mensal de 0,2%, repetindo o ritmo do mês anterior e ficando em linha com o esperado pelo mercado. O dado reforçou a leitura de desaceleração gradual da inflação americana, reduzindo temores de aperto monetário adicional.
Com isso, os juros dos Treasuries perderam força após as tensões recentes, ajudando a melhorar o apetite por risco no mercado internacional.
Além do dado de inflação, o ambiente externo mais favorável também tem sustentado o bom humor com ativos brasileiros, em um contexto de rotação global em direção a mercados emergentes no início do ano, segundo leituras recentes de grandes bancos internacionais.
No mercado doméstico, o dólar operava em queda frente ao real nesta quinta-feira, o que também contribuiu para o alívio nas taxas dos títulos públicos ao reduzir pressões inflacionárias no horizonte e favorecer a precificação dos papéis indexados ao IPCA.
Veja as taxas do Tesouro Direto às 13h02 desta quinta-feira (22):
| Título | Rendimento Anual | Vencimento |
|---|---|---|
| Tesouro Selic 2028 | SELIC + 0,0451% | 01/03/2028 |
| Tesouro Selic 2031 | SELIC + 0,0985% | 01/03/2031 |
| Tesouro Prefixado 2028 | 13,02% | 01/01/2028 |
| Tesouro Prefixado 2032 | 13,70% | 01/01/2032 |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2035 | 13,82% | 01/01/2035 |
| Tesouro IPCA+ 2029 | IPCA + 7,89% | 15/05/2029 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 | IPCA + 7,68% | 15/05/2035 |
| Tesouro IPCA+ 2040 | IPCA + 7,32% | 15/08/2040 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 | IPCA + 7,33% | 15/05/2045 |
| Tesouro IPCA+ 2050 | IPCA + 7,01% | 15/08/2050 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 | IPCA + 7,24% | 15/08/2060 |
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