Tesouro Direto: taxas recuam após dados dos EUA e melhora do humor global

As taxas dos títulos do Tesouro Direto operam em leve queda nesta quinta-feira (22), após a divulgação da inflação medida pelo núcleo do PCE nos Estados Unidos em linha com as expectativas, o que contribuiu para aliviar a pressão sobre os juros globais e favoreceu ativos de mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Por volta das 13h02, os títulos prefixados registravam ajuste para baixo. O Tesouro Prefixado 2028 passou a pagar 13,02% ao ano, ante 13,04% na quarta-feira, enquanto o Tesouro Prefixado 2032 recuou de 13,71% para 13,70%. O Prefixado com Juros Semestrais 2035 também cedeu marginalmente, de 13,83% para 13,82%.

Os juros dos títulos indexados à inflação permanecem elevados mesmo em um ambiente de inflação controlada, criando uma dinâmica mais complexa na curva de rendimentos. Ainda assim houve queda. O Tesouro IPCA+ 2029 caiu de 7,91% para 7,89% de juro real, enquanto o Tesouro IPCA+ 2040 recuou de 7,35% para 7,32%. No longo prazo, o Tesouro IPCA+ 2050 passou de 7,04% para 7,01% na parte prefixada, e a taxa do IPCA+ com Juros Semestrais 2035 caiu de 7,72% para 7,68%.

O ajuste nas taxas ocorre após a divulgação do núcleo do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) nos EUA, que mostrou alta mensal de 0,2%, repetindo o ritmo do mês anterior e ficando em linha com o esperado pelo mercado. O dado reforçou a leitura de desaceleração gradual da inflação americana, reduzindo temores de aperto monetário adicional.

Com isso, os juros dos Treasuries perderam força após as tensões recentes, ajudando a melhorar o apetite por risco no mercado internacional.

Além do dado de inflação, o ambiente externo mais favorável também tem sustentado o bom humor com ativos brasileiros, em um contexto de rotação global em direção a mercados emergentes no início do ano, segundo leituras recentes de grandes bancos internacionais.

No mercado doméstico, o dólar operava em queda frente ao real nesta quinta-feira, o que também contribuiu para o alívio nas taxas dos títulos públicos ao reduzir pressões inflacionárias no horizonte e favorecer a precificação dos papéis indexados ao IPCA.

Veja as taxas do Tesouro Direto às 13h02 desta quinta-feira (22):

TítuloRendimento AnualVencimento
Tesouro Selic 2028SELIC + 0,0451%01/03/2028
Tesouro Selic 2031SELIC + 0,0985%01/03/2031
Tesouro Prefixado 202813,02%01/01/2028
Tesouro Prefixado 203213,70%01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203513,82%01/01/2035
Tesouro IPCA+ 2029IPCA + 7,89%15/05/2029
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035IPCA + 7,68%15/05/2035
Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,32%15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,33%15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 7,01%15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,24%15/08/2060

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Após chamar Musk de “idiota”, CEO da Ryanair agradece e diz que briga ajuda em vendas

O presidente-executivo da Ryanair afirmou que sua troca de farpas online com Elon Musk na última semana foi boa para os negócios.

As reservas subiram entre 2% e 3% após a briga nas redes sociais entre os dois executivos, disse Michael O’Leary nesta quarta-feira (21), em coletiva de imprensa em Dublin. Como resultado, ele está “muito feliz em continuar a controvérsia”.

“Se isso ajudar a aumentar as vendas da Ryanair, você pode me insultar o dia inteiro, qualquer dia”, afirmou O’Leary.

As ações chegaram a subir 2,3% nos negócios em Dublin.

O CEO, conhecido por falar o que pensa, tem histórico de flertar com polêmicas para impulsionar vendas, seja com declarações extravagantes sobre políticos, seja com ações de marketing de alto impacto.

A troca de insultos começou em 14 de janeiro, depois que O’Leary disse que a Ryanair não instalaria o serviço de Wi-Fi Starlink, da SpaceX, na frota porque o peso e o arrasto da antena instalada no teto da aeronave aumentariam os custos de combustível.

Em resposta, Musk chamou O’Leary de “mal informado” em um post no X, ao que o executivo da Ryanair retrucou chamando Musk de “idiota”.

O’Leary disse que o objetivo da coletiva desta quarta-feira, já programada anteriormente, era “abordar/desconstruir o chilique de Elon Musk no Twitter”. Na sequência, a Ryanair lançou a promoção “Big ‘Idiot’ Seat Sale”, oferecendo 100 mil assentos a partir de cerca de US$ 20.

“Obrigado ao senhor Musk”, disse O’Leary. “Qualquer uma dessas brigas é ótima para as reservas.”

A Ryanair já manteve conversas com vários fornecedores de Wi-Fi, incluindo Starlink, Amazon.com e Vodafone. Segundo O’Leary, ainda não existe um modelo de negócio eficiente para Wi‑Fi a bordo pelo qual os passageiros estejam dispostos a pagar, mas ele se mostrou otimista de que a tecnologia vai evoluir.

O executivo afirmou que o uso do Starlink poderia elevar em pelo menos US$ 150 milhões ao ano os custos de combustível da Ryanair. A companhia está postergando a instalação de banda larga a bordo até que possa oferecê-la gratuitamente. O’Leary disse ainda que não teve contato direto com Musk.

“Vivemos em um mundo hiperconectado, e as pessoas acabarão tendo acesso gratuito ao Wi‑Fi em voos de curta distância”, afirmou.

Questionado se Musk poderia comprar a companhia aérea, O’Leary disse que isso não seria possível, mas encorajou o CEO da Tesla a investir no negócio.

Pelas regras da União Europeia, a Ryanair precisa ter controle e ser majoritariamente detida por cidadãos da UE, por ser uma companhia aérea europeia. A empresa irlandesa foi cofundada pelo já falecido Tony Ryan em 1984 e hoje é a maior companhia de baixo custo do continente.

O’Leary também disse ser “razoável supor” que o tráfego de passageiros crescerá de 207 milhões para 215 milhões nos próximos 12 meses.

Enquanto isso, a Ryanair espera receber seus primeiros Boeing 737 Max 10 em janeiro de 2027, antecipando em alguns meses a estimativa original.

© 2026 Bloomberg L.P.

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FIIs fazem pagamento de dividendos com yield de até 1,29%; veja lista

Fundos Imobiliários FIIs imóveis edifícios

Entre os fundos imobiliários com pagamento de dividendos nesta quinta-feira, o RZAK11 (Riza Akin) tem o maior valor absoluto, com R$ 1,10 por cota. Além de liderar em valor distribuído, o fundo também apresentou o maior dividend yield do dia, de 1,29%.

Na comparação, o AFHI11 (AF Invest CRI) distribui R$ 1,01 por cota (DY de 1,05%), enquanto o MANA11 (Manati Capital Hedge Fund) pagou R$ 0,11 (DY de 1,19%).

Já o RZAT11 (Riza Arctium) teve provento de R$ 0,95, com yield de 0,79%, ficando abaixo dos pares tanto em valor absoluto quanto em retorno percentual.

Leia Mais: TRX leva ao Liga de FIIs bastidores e estratégias das aquisições do TRXF11

Veja os FIIs que pagam dividendos hoje:

FIIs Valor Data Com Data PagamentoDY
AFHI11R$ 1,0100000015/01/202522/01/20261,05%
MANA11R$ 0,1100000015/01/202522/01/20261,19%
RZAK11R$ 1,1000000015/01/202522/01/20261,29%
RZAT11R$ 0,9500000015/01/202522/01/20260,79%

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 Suprema Corte sinaliza ceticismo com tentativa de Trump de demitir diretora do Fed

Juízes conservadores e ‍liberais da Suprema Corte dos Estados Unidos sinalizaram ceticismo em relação à tentativa ⁠do presidente Donald Trump de demitir a diretora do Federal Reserve Lisa Cook em um processo em ‍que a independência do banco central norte-americano está em jogo.

Durante cerca de duas horas de argumentação no caso, os juízes indicaram que é improvável que autorizem o pedido do governo Trump de suspender a decisão de uma ‌juíza que impede o presidente republicano de demitir Cook imediatamente enquanto sua contestação legal continua em andamento.

Alguns dos juízes questionaram D. John Sauer, o procurador-geral dos EUA que defende o governo Trump, sobre o motivo pelo qual Cook não teve a chance de responder formalmente às alegações de fraude hipotecária não comprovadas – que ela negou – que o presidente citou como justificativa para demiti-la. Eles também levantaram preocupações acerca do efeito sobre a economia de uma demissão presidencial inédita de um ‌membro do banco central e as implicações para a independência do Fed em relação à influência política.

O processo representa a mais ‌recente disputa a chegar ao principal órgão judicial dos EUA envolvendo a visão abrangente de Trump sobre os poderes presidenciais desde que retornou ao cargo há 12 meses.

Quando o tribunal, que tem uma maioria conservadora de 6 a 3, concordou em outubro em ouvir o caso, deixou Cook em seu cargo por enquanto.

Engano ou negligência grave

Sauer disse aos juízes que as alegações contra Cook contestam sua ‘conduta, aptidão, capacidade ou competência para ‌atuar como diretora do Federal Reserve’.

‘O povo norte-americano não deveria ter sua taxa de juros determinada por alguém que foi, na melhor das hipóteses, grosseiramente negligente ao obter taxas de juros favoráveis para si mesma’, disse ​Sauer.

‘Engano ou negligência grave por parte de um regulador financeiro em transações financeiras é motivo para afastamento’, acrescentou Sauer, argumentando que as alegações exigem afastamento imediata.

Cook chamou as alegações contra ela de pretexto para demiti-la por causa de diferenças na política monetária, já que Trump pressiona o banco central a reduzir a taxa de juros e ataca o chair do Fed, Jerome Powell, por não ter feito isso mais rapidamente.

O presidente conservador da Suprema Corte, John Roberts, pediu a Sauer que explicasse se seu argumento de que Cook deveria ser demitida imediatamente seria aplicável se a base das alegações de hipoteca – que ela citou duas propriedades diferentes como residência principal – for um ‘erro inadvertido refutado por outros documentos no registro’.

Sauer respondeu que, mesmo que Cook tenha cometido um erro no papel da hipoteca, ‘é um erro muito grande’.

Roberts ​pareceu cético, dizendo a Sauer que ‘podemos debater isso’.

Paul ⁠Clement, o advogado que defende ⁠Cook, disse aos juízes que as alegações contra ela decorrem de ‘no máximo um erro inadvertido’ em um pedido de hipoteca referente a uma propriedade ‌de férias.

A ação de Trump contra Cook é vista como o desafio mais importante à independência do Fed desde sua criação em 1913. Até agora, nenhum presidente havia tentado destituir uma autoridade do Fed.

Ao criar o Fed, o Congresso aprovou uma lei que inclui disposições destinadas a isolar o banco central da interferência política, ‍exigindo que os diretores sejam removidos por um presidente apenas ‘por justa causa’, embora a lei não defina o termo nem estabeleça procedimentos para remoção.

Em setembro, a juíza distrital dos EUA Jia Cobb ​decidiu que a tentativa de Trump de ‌destituir Cook sem aviso prévio ou audiência provavelmente violou seu direito ao devido processo legal de acordo com a Quinta Emenda da Constituição dos EUA. ‍Cobb também concluiu que as alegações de fraude hipotecária provavelmente não eram uma causa legalmente suficiente para remover um diretor do Fed de acordo com a lei, observando que a suposta conduta ocorreu antes de ela ocupar o cargo no Fed.

O Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito do Distrito de Columbia recusou o pedido de Trump para suspender a decisão de Cobb.

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Fundador da Polishop tem imóveis penhorados em meio a disputas milionárias na Justiça

João Appolinário, fundador e CEO da Polishop

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de bens pessoais do empresário João Appolinário, fundador e presidente da Polishop. A decisão busca estancar uma dívida com a empresa Versuni Brasil Ltda., calculada em R$ 24,9 milhões.

A decisão do juiz Renan Jacó Mota foi proferida após pedido da Versuni, que argumentou que, “dada a luxuosidade dos imóveis, certamente serão localizados artefatos relevantes financeiramente que auxiliarão na quitação, mesmo que parcial, da dívida”.

A ordem de penhora atinge dois imóveis residenciais de Appolinário, localizados no Jardim Paulista, em São Paulo. O empresário ainda pode recorrer da decisão.

Em agosto de 2024, três imóveis pertencentes a Appolinário já haviam sido penhorados pela Justiça por conta de uma dívida da Polishop com o Shopping Mooca, na zona leste da capital paulista. A dívida seria referente ao aluguel de uma loja da companhia que funcionava no local.

À época, a empresa já estava em recuperação judicial, fato levantado pela defesa em tentativa de barrar a penhora. O juiz Anderson Antonucci, no entanto, entendeu que a recuperação não impedia a cobrança contra “devedores solidários”.

Foram penhoradas frações que o empresário possuía de um duplex no bairro do Butantã e de duas salas comerciais no Jardim Paulista.

A empresa está em recuperação judicial desde 2024.

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Wall Street tem leve alta após Trump negar uso da força na Groenlândia

Home Broker

As ações americanas ⁠apresentavam uma modesta recuperação nesta quarta-feira após ‍a maior venda de ações em três meses, enquanto os investidores digeriam os comentários do ‌presidente Donald Trump em Davos, incluindo um novo impulso para adquirir a Groenlândia.

Falando a líderes mundiais em Davos, na Suíça, Trump insistiu que somente os Estados Unidos podem realmente garantir a ‌segurança da Groenlândia. Trump, no entanto, sinalizou que ‌não ‘usaria a força’ para assumir o controle e pediu negociações imediatas para um acordo de aquisição da Groenlândia.

Os mercados continuam cautelosos após a liquidação de terça-feira, quando os ‌três principais índices dos EUA caíram quase 2% com o aviso de Trump de ​que novas tarifas podem atingir os aliados europeus, a menos que os EUA possam comprar a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.

‘Isso (a indicação de não usar a força) provavelmente colocou um piso na recente liquidação, pois não usaremos a força para adquirir a Groenlândia. Portanto, isso é um suspiro de alívio para os ​mercados’, disse ⁠Art Hogan, estrategista-chefe ⁠de mercado da B Riley Wealth.

‘Mas certamente estamos preocupados com ‌a retomada de uma guerra comercial.’

O índice de volatilidade CBOE caiu de suas máximas de meados de novembro atingidas na sessão ‍anterior, recuando 1,22 ponto, para 18,87.

As megacaps norte-americanas Nvidia e Tesla, que estavam ​entre as ‌mais afetadas na liquidação de terça-feira, subiam 0,4% cada.

O Dow Jones ‍Industrial Average subia 0,42%, para 48.692,15 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,40%, a 6.824,14 pontos, e o Nasdaq Composite tinha alta de 0,20%, para 22.999,6 pontos.

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Ações de educacionais disparam na bolsa após banco rever recomendações para o setor

As ações de educação figuram entre os destaques positivos na bolsa nesta quarta-feira (21), dando continuidade ao movimento de recuperação registrado na véspera, após o BTG Pactual ajustar suas recomendações para o setor.

Às 11h39, as ações da Ânima (ANIM3) tinham alta de 7,37%, ações da Cogna (COGN3) saltavam 6,03%, os papéis da Yduqs (YDUQ3) subiam 4,50% e os da Ser Educacional (SEER3) avançavam 4,24%

Na segunda-feira, os papéis registraram fortes quedas após a divulgação de notas abaixo do esperado no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), indicador que avalia o desempenho de cursos e instituições de ensino superior.

Já na terça-feira, o setor ensaiou uma recuperação ainda moderada: as ações da Cogna (COGN3) subiram 1,39%, os papéis da Yduqs (YDUQ3) avançaram 1,09% e os da Ânima (ANIM3) tiveram alta de 1,33%, enquanto a Ser Educacional (SEER3) recuou 0,8%. Em Nova York, os ADRs da Afya caíram 1,94%.

Hora da “colheita”

O BTG avalia que as empresas de educação deixaram a fase de expansão acelerada e entraram em um ciclo de “colheita”, priorizando rentabilidade, eficiência operacional e preservação de caixa, em vez de crescimento agressivo.

Segundo o banco, as condições de suporte devem permanecer em 2026, com atividade econômica resiliente, desemprego baixo e renda disponível saudável. O ano eleitoral tende a trazer incentivos macro e beneficiar o momento operacional do setor. O ciclo de queda de juros deve apoiar ainda mais a geração de caixa livre.

O BTG avalia que a geração de caixa livre do setor foi especialmente robusta nos últimos dois anos, com um yield médio de 16% nos últimos 12 meses. Nesse intervalo, a Cogna registrou yield de 20%, a Yduqs de 17%, a Afya de 9%, a Ânima de 15%, a Vitru de 24%, a Cruzeiro do Sul de 27% e a Ser Educacional de 20%.

Diante desse cenário, o banco elevou a recomendação da Cogna (COGN3) para compra, com yield de fluxo de caixa livre (FCF) estimado em 14% para 2026 e 15% para 2027, além de preço-alvo de R$ 5.

Para a Yduqs, o BTG manteve a recomendação de compra, projetando yield de FCF de 18% em 2026.

Vitru e Ânima seguem como as principais escolhas entre as small caps, ao combinarem elevado yield com maior crescimento esperado de lucro. Já a Afya foi rebaixada para neutra, com preço-alvo de US$ 17 e yield de FCF em torno de 12%, abaixo da média do setor.

O BTG recomenda alocação em Vitru, Ânima, Cogna e Yduqs, que negociam a cerca de 6 vezes o lucro estimado para 2026 e 4,5 vezes para 2027. A Laureate permanece como a principal escolha na América Latina, com crescimento de lucro esperado superior a 15% ao ano.

Por outro lado, na avaliação do banco, os riscos incluem retorno no curto prazo a estratégias de crescimento agressivo, impactos regulatórios futuros e ruído trazido pelo ENAMED, embora os efeitos econômicos de curto prazo devam ser limitados.

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PF marca novos depoimentos de investigados do caso Master para a próxima semana

A Polícia Federal marcou a colheita de novos depoimentos na investigação do Banco Master para o início da próxima semana, na segunda, 26, e na terça-feira, 27. As defesas estão sendo intimadas para essas novas datas.

A PF vai tomar os depoimentos de ex-diretores do Master e do Banco Regional de Brasília, para apurar suspeitas de irregularidades no negócio de venda do Master, objeto da primeira fase da Operação Compliance Zero. Estão previstos depoimentos de nove pessoas, como os ex-dirigentes do Master Augusto Lima e Antônio Bull e gestores do BRB que participaram do negócio.

Inicialmente, a PF também previa tomar novos depoimentos do dono do Master, Daniel Vorcaro, e do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que já tinham sido ouvidos em uma acareação, mas os investigadores decidiram que não iriam tomar novos depoimentos deles, ao menos por ora.

Esse cronograma foi alterado após uma ordem do relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli, que determinou que os depoimentos deveriam ser realizados durante dois dias consecutivos em uma sala do próprio tribunal.

A PF pretendia ouvi-los ao longo da última semana de janeiro e da primeira de fevereiro, mas teve que alterar o planejamento por causa da ordem do ministro.

Foi mais uma rusga de Toffoli com os investigadores. O ministro também determinou que os celulares apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero deveriam ficar acautelados somente na Procuradoria-Geral da República, restringindo o acesso da PF.

Na sua decisão inicial, Toffoli tinha determinado que a PF enviasse todos os itens apreendidos para que ficassem acautelados no STF, antes de decidir como seria feita a análise.

O recuo para que a PGR tivesse acesso ocorreu após a PF e a Procuradoria pedirem a reconsideração da decisão, sob o argumento de que havia risco de perda dos dados obtidos nos celulares se não fosse feita a extração em curto período de tempo, por causa de características envolvendo os aparelhos telefônicos.

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Bolsas da Europa fecham em queda com tensões geopolítica e comercial por Groenlândia

As bolsas da Europa fecharam esta terça-feira, 20, em queda, em um ambiente marcado pela cautela diante do agravamento das tensões geopolíticas e comerciais entre EUA e Europa. O noticiário envolvendo a Groenlândia voltou a pesar no apetite por risco, enquanto o mercado também acompanhava desdobramentos diplomáticos em Davos, o que reforçou movimentos defensivos ao longo do dia.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,67%, a 10.126,78 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,08%, a 24.689,67 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,61%, a 8.062,58 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,07%, a 44.713,46 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,50%, a 17.400,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 1,14%, a 8.463,77 pontos. As cotações são preliminares.

Investidores reagiram às reiteradas ameaças do presidente dos EUA de impor tarifas a países europeus ligados à disputa em torno da Groenlândia. Para a Challenger, o mercado ainda aposta em uma saída negociada e em um eventual recuo de Washington, o que tem limitado movimentos mais bruscos. O Lombard Odier afirma que as ameaças tarifárias ligadas à ilha dinamarquesa podem elevar o prêmio de risco geopolítico nos mercados europeus, a depender do grau de escalada da disputa comercial EUA-UE. Ainda assim, a instituição ressalta que seu cenário-base não contempla a entrada em vigor dessas tarifas, avaliando que o bloco nesta terça tem mais instrumentos e incentivo político para reagir.

Entre os destaques corporativos, apesar das tensões, ações do setor de defesa recuaram, com investidores interpretando sinais de possível distensão: a alemã Rheinmetall caiu cerca de 0,6% e a italiana Leonardo recuou mais de 0,7%.

Em Paris, papéis do setor de luxo pressionaram o índice, após novas ameaças de tarifas dos EUA sobre vinhos e champanhes franceses, com a LVMH registrando recuo de cerca de 2,2%. Em Londres, a GSK cedeu cerca de 1,6% após anunciar a aquisição da americana RAPT Therapeutics. Na contramão, a ASML limitou perdas em Amsterdã (+1,7%) depois de divulgar resultados trimestrais acima do esperado, sustentados pela demanda na China, ajudando a conter um recuo ainda maior do índice local.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Ações de educação ensaiam melhora na B3 após pressão com resultado do Enamed

medico medicina

SÃO PAULO, 20 Jan (Reuters) – Ações de educação tinham desempenho misto na bolsa paulista nesta terça-feira, um dia após o resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) derrubar os papéis ao mostrar cerca de 100 cursos de medicina em todo o país com desempenho insatisfatório.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) na véspera, dos 304 cursos de medicina de instituições de educação superior públicas federais e privadas que participaram do Enamed, 204 (67,1%) alcançaram conceito 3 a 5 do Enade, considerados satisfatórios.

Outros 99 cursos (32%) obtiveram conceito Enade nas faixas 1 e 2 – menos de 60% dos seus estudantes apresentaram desempenho considerado adequado no Enamed – e passarão por ações de supervisão da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do MEC.

Os cursos com conceito 1 e 2 pertencem a 93 instituições de educação superior e estão sujeitos a um processo de supervisão, com a aplicação de diferentes medidas cautelares, de forma escalonada. Entre as penalidades, estão restrições ao Fies e suspensão de vagas.

De acordo com o MEC, as instituições poderão se manifestar, no prazo de 30 dias, e requerer a concessão de prazo para saneamento das deficiências.

Analistas do Citi avaliaram que, apesar de incertos e provavelmente transitórios, os resultados do exame são negativos.

“Não apenas pelo potencial de limitar o crescimento no curto prazo, mas também por pressionar as marcas das instituições e aumentar a assimetria regulatória – ou seja, a falta de isonomia no ônus regulatório entre programas mais maduros e os mais novos”, escreveram Leandro Bastos e equipe.

Por volta de 13h10, na bolsa paulista, as ações da Cogna (COGN3) subiam 1,67%, os papéis da Yduqs (YDUQ3) tinham elevação de 0,59% e as ações da Anima (ANIM3) avançavam 2,93%, enquanto os papéis da Ser Educacional (SEER3) cediam 0,6%. Em Nova York, as ações da Afya subiam 0,36%.

Na véspera, Cogna fechou em baixa de 1,91% e Yduqs caiu 1,9%, Anima ON perdeu 6,48% e Ser Educacional recuou 6,77%. Afya não foi negociada por feriado nos Estados Unidos.

Em nota na véspera, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) informou que está acompanhando a divulgação dos resultados do Enamed.

“Análises de instituições de todo o país indicam divergência de dados entre os que foram reportados como insumos, em dezembro passado, em relação ao número de estudantes proficientes de seus cursos, e os divulgados hoje (segunda-feira)”, disse, citando que aguarda esclarecimentos técnicos do MEC e do Inep.

Procuradas na segunda-feira pela Reuters, Cogna, Yduqs, Anima e Afya não comentaram. Procurada nesta terça-feira, a Ser disse que não foi ainda formalmente notificada dos resultados oficiais pelo sistema e-MEC e terá ainda prazo para manifestação sobre os resultados de suas instituições participantes.

“A Ser Educacional defende a avaliação da formação médica, porém, ela precisa ser técnica, previsível e orientada à melhoria do ensino”, afirmou em nota, na qual também manifestou preocupação com a forma como estão sendo noticiadas as informações sobre a primeira edição do Enamed.

“O debate sobre o Enamed é legítimo e necessário, mas precisa ser conduzido com responsabilidade, transparência e compromisso com o aprimoramento real da educação médica no país e das políticas públicas educacionais”, acrescentou.

Na visão da equipe do Citi, o desfecho envolvendo o Enamed pode ajudar a melhorar o ambiente competitivo para os cursos não impactados, que devem se beneficiar da redução da oferta.

Analistas do UBS BB também consideraram a notícia negativa para o setor e estimaram que o resultado do exame pode levar a disputas judiciais adicionais, lembrando que as instituições têm um prazo de 30 dias para apresentar sua defesa após a divulgação do resultado do exame.

A equipe do BTG Pactual destacou que o Enamed adiciona ruído regulatório ao negócio de educação médica, até então, estável e atrativo. Mas ponderou que os impactos econômicos de curto prazo devam permanecer bastante limitados, avaliando também que as empresas devem buscar medidas administrativas e judiciais.

“Apesar desse ruído, estamos gradualmente mais construtivos em relação ao setor educacional, apoiados por uma forte geração de fluxo de caixa livre”, afirmaram Samuel Alves e Maria Resende em relatório a clientes.

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